Esta é a penúltima parte desta saga. A última parte servirá para contar como foi o almoço/jantar grego e postar as receitas.
Mas por que chamar isso de saga grega? Por que estou enrolando tanto com essa história? Por que esse almoço não saiu ainda, se a gente já vem planejando isso desde final de outubro do ano passado?
A resposta a todas essas perguntas é uma só. Estamos encontrando alguns obstáculos técnicos difíceis de serem resolvidos. Vamos a eles (aceitamos palpites, pitacos, sugestões, conselhos etc):
Pão - por incrível que pareça, nossa primeira dificuldade foi encontrar o pão certo para o souvlaki. Ele parece um pão árabe, redondo e chato. Mas diferente deste, ele não é tão fino, não é "oco" no meio, com aquelas duas partes se descolando. Também não é o pão folha, dos wraps. Pelo contrário, ele é feito de uma massa compacta, bem macia, que pode ser enrolada facilmente. O mais parecido que eu achei no mercado aqui em Vitória foi o pão para beirutes, entretando ele tem um diametro muito menor do que o necessário para um souvlaki. Depois de alguma pesquisa, encontramos uma padaria que aceitou faze-lo do tamanho que quisermos. Oba! problema 1 resolvido.

Entrei em contato com eles, fui super bem atendida, fiz minhas encomendas. Eles não só me enviaram o que eu solicitei, como também acrescentaram uma porção de amostras grátis de uma série de outros produtos. Tudo muito bom, mesmo. Eu os recomendo a qualquer um que goste de queijos e laticínios em geral e esteja a procura de produtos de qualidade. Mas, apesar do queijo que eles chamam de feta ser uma delícia, não é o mesmo queijo feta grego. Enquanto o deles é amarelado e com uma massa consistente, o grego é bem branquinho e tem uma aparência que fica algo entre o nosso queijo minas frescal e a ricota. Voltamos a estaca zero... Por esses dias, Matilde soube de uma delicatessen que talvez poderia nos conseguir um queijo feta em São Paulo. Vamos ver.

Então, qual o problema? O churrasco grego é grelhado na vertical (ver foto) e nós não temos churrasqueira para isso. Não tem pra vender? Tem, mas são enormes e carrésimas. Pra que iriamos comprar uma coisa assim, se só queremos fazer um único almoço? Agora estamos atrás de alguém que tenha o equipamento e nos alugue por um final de semana. Também temos estudado um modo de improvisar uma grelha vertical. Mário tem umas idéias e ficou de ver se tem como colocá-las em prática.
Como se vê, uma coisa que parecia tão simples, acabou implicando em um trabalho de pesquisa bem grande. Não vou dizer que não tenha valido a pena. No meio deste caminho, descobri um fornecedor muito bom de uma série de produtos diferentes com leites de ovelhas e cabras (Casa da ovelha), descobri um blog do qual fiquei fã (Cozinha Turca), comprei e ganhei alguns excelentes livros sobre culinária e cultura gregas e, mais recentemente, entrei em contato, via Twitter, com os autores de alguns blogs que, decididamente, valem a pena acompanhar (Kalofagas e Dragon's Kitchen).
Mas nós vamos conseguir! Mais cedo ou mais tarde, esse almoço vai sair. Afinal, todos nós queremos provar o retsina do Mário, né não?
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